A sobrecarga elétrica é um problema muito comum em imóveis mais antigos, onde a fiação e todo o restante da estrutura já não têm capacidade o suficiente para o consumo atual de energia.
Por isso, se você pegou algum projeto de reforma, trouxemos 9 dicas úteis para não esquecer na hora de pensar em soluções para os usuários do local. Veja:
1- Use equipamentos adequados nas instalações
A escolha adequada dos materiais que serão utilizados na instalação elétrica é uma tecla que sempre batemos aqui no blog. Isso porque é possível escolher soluções com tecnologias mais atuais e que são mais econômicas no consumo de energia, além de garantirem mais segurança ao local.
Exemplos
Um exemplo, de uma situação bem comum, aliás, é a sobrecarga em disjuntores por causa do mau dimensionamento ou incompatibilidade dos modelos.
Além disso, outra situação é com a questão da escolha das canaletas para fios, que muitas vezes — para economizar na hora da compra — a preferência vai para materiais mais frágeis e, inclusive, inflamáveis.
Hoje em dia, a melhor opção são as canaletas de alumínio, que possuem maior durabilidade e não propagam chamas em caso de incêndios.
2 – Pense na distribuição ideal de tomadas nos cômodos
Aproveitando o gancho do exemplo anterior, outro ponto a se pensar no seu projeto para evitar a sobrecarga elétrica é a distribuição de pontos de tomadas pelo local.
Na prática, o acesso limitado a esses pontos ocasiona em uma situação bem comum aqui no Brasil, onde os usuários colocam mais de uma extensão ou adaptador na tomada. Ou seja, estão correndo o risco de gerar uma sobrecarga por uso excessivo.
Sendo assim, uma forma prática de evitar esse problema é distribuir vários acessos à tomadas no cômodo através de canaletas de alumínio. Essa solução é indicada, inclusive, para reformas, já que não precisa quebrar a parede para incluir mais pontos.
3 – Atente a capacidade elétrica do imóvel
Por fim, a dica “feijão com arroz” mas que não deve ser deixada de lado nunca: respeitar a limitação das instalações do local. Como nem sempre é possível fazer grandes mudanças por conta do orçamento do cliente, o ideal é trabalhar respeitando a capacidade do imóvel.
Sendo assim, a própria dica do uso de canaletas para organização de fios e distribuição de tomadas já ajuda muito nessa questão. Além disso, a troca de disjuntores antigos ou com pouca capacidade também é uma solução para melhorar a capacidade elétrica do local.
4 – Instalação elétrica antiga ou mal dimensionada
Instalações elétricas antigas, muitas vezes, não estão preparadas para suportar o consumo moderno de energia.
A fiação, por exemplo, pode não ter sido projetada para a quantidade de dispositivos que usamos hoje em dia. Em projetos onde não há orçamento para substituir toda a rede elétrica, é essencial reavaliar a distribuição dos circuitos e, se necessário, redistribuir os equipamentos para evitar pontos de sobrecarga.
Caso contrário, o risco de superaquecimento dos fios e até incêndios pode ser alto.
5 – Aparelhos com defeito ou mal conservados
O uso de aparelhos em mau estado ou com falhas técnicas representa um risco constante para a rede elétrica, pois tendem a consumir mais energia do que o normal.
Além disso, esses equipamentos são mais propensos a gerar curtos-circuitos, que podem causar sobrecarga nos disjuntores e até queimar outros aparelhos conectados no mesmo circuito.
É recomendável inspecionar periodicamente o estado dos aparelhos principais e evitar o uso de equipamentos que apresentem aquecimento excessivo ou outros sinais de problema, como quedas de energia frequentes ao usá-los.
6 – Falta de manutenção preventiva na rede elétrica
É comum que redes elétricas, uma vez instaladas, não passem por manutenções regulares, o que aumenta as chances de falhas ou acidentes.
Manter uma rotina de manutenções ajuda a identificar e corrigir problemas antes que se tornem críticos, como conexões soltas, fios desgastados ou disjuntores que não estão funcionando corretamente. Reforçar essa prática com o cliente é importante para preservar a longevidade da instalação e evitar problemas inesperados.
7 – Fios/cabos subdimensionados para a carga elétrica
Um erro frequente em projetos é utilizar fios e cabos que não suportam a carga elétrica real do imóvel, especialmente quando são feitas expansões e novos equipamentos de alto consumo são incluídos.
O subdimensionamento causa sobrecarga nos fios, aumentando o risco de superaquecimento e desgaste prematuro. Em qualquer reforma, é imprescindível reavaliar a capacidade dos cabos e adequá-los conforme a nova demanda, garantindo que suportem a carga com segurança.
8 – Sobrecarga em circuitos específicos
Alguns circuitos precisam de atenção especial, como o dos eletrodomésticos de alto consumo, a exemplo de fornos elétricos e ar-condicionados.
Conectar vários aparelhos com alta demanda no mesmo circuito sobrecarrega a rede e aumenta o risco de queda de disjuntores ou danos nos dispositivos. Ao planejar o projeto elétrico, priorize a criação de circuitos independentes para esses aparelhos, aliviando a carga no quadro geral e promovendo uma melhor distribuição de energia.
9 – Má distribuição de disjuntores no quadro de energia
Um quadro de energia mal organizado é um dos principais causadores de sobrecarga, pois ele não consegue “separar” corretamente a carga entre os diferentes circuitos da casa.
Para evitar isso, divida o quadro em disjuntores dedicados para cada tipo de uso, separando iluminação, tomadas e circuitos de alto consumo. Além de garantir uma proteção mais eficaz, essa distribuição ajuda a identificar rapidamente problemas em caso de falha, facilitando a manutenção e o controle do consumo em cada circuito.
Essas práticas, aplicadas em conjunto com o que já discutimos anteriormente, ajudam a reduzir significativamente os riscos de sobrecarga elétrica, promovendo maior segurança e durabilidade da instalação.
Conclusão
Para resolver os problemas com sobrecarga elétrica, nada como um bom estudo da capacidade do local e propostas dentro dos limites do imóvel e do cliente.
Além disso, hoje temos soluções muito práticas, que com instalações rápidas já resolvem boa parte do problema, como o caso do uso de canaletas de alumínio.
👉 Então, se você gostou dessa dica em específico, sugerimos a leitura do conteúdo sobre os tipos de canaletas, que funciona como um guia de escolha para o seu projeto!